Bom humor e doenças cardíacas



Sabemos que as doenças cardíacas têm fatores genéticos, ambientais, comportamentais e nutricionais. O fator genético contribui para somente 20% dos casos. Os demais fatores são adquiridos e podem ser alterados de acordo com uma mudança de hábito.

O estado emocional como os transtornos de humor, depressão, ansiedade extrema e labilidade emocional, como nos casos bipolares, contribuem para o surgimento de doenças cardíacas e no trato circulatório, pois liberam substâncias que podem contrair as artérias do coração e os vasos periféricos, diminuindo o fluxo sanguíneo nessas regiões.

A alimentação rica em flavonoides e polifenóis como uvas, suco de uva e chocolate trazem benefícios ao coração pois são anti-inflamatórios e liberam o hormônio do bom humor chamado de serotonina. Há um relaxamento dos vasos sanguíneos nos estados de bom humor, satisfação e equilíbrio emocional . No equilibro emocional há uma regularização dos batimentos cardíacos e diminuição das arritmias cardíacas, taquicardias e palpitações.

Sabemos, através de estudos clássicos, que a angina pectoris e a hipertensão arterial estão mais presentes em pacientes ansiosos e depressivos. Tanto que uma das principais medicações na hipertensão arterial são os ansiolíticos.

No estado de bom humor os neurotransmissores cerebrais excitatórios como a serotonina, adrenalina, noradrenalina e dopamina estão em equilíbrio com os neurotransmissores inibitórios como a gaba. Há um equilíbrio no sistema nervoso central entre as funções excitatórias e inibitórias.

Por outro lado pacientes ansiosos e depressivos, por apresentarem déficit de serotonina, tendem a apresentar compulsão alimentar e ingerir um maior volume de gorduras, em geral associadas a carboidratos simples como doces, sorvetes e tortas. Estes alimentos podem contribuir para o aumento da glicose e do colesterol que estão em uma grande porcentagem presentes nas doenças cardíacas.

O bom humor com suas consequências de alimentação, de atividade física (maior disposição), frequência cardíaca ou fluxo circulatório, pode contribuir para evitar (ou pelo menos não agravar) as doenças cardíacas.


Dra. Sylvana Braga
Pós Graduada em Ortomolecular, Reumatologia, Fisiatria, Clínica Médica, Antienvelhecimento e Estética Ortomolecular.
Autora do Livro Dieta Ortomolecular.










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